sábado, 18 de dezembro de 2010

Fruto de Quintal da Amazônia - Manga Coração


MANGA CORAÇÃO
A mangueira coração é uma planta frutífera e bastante decorativa, originária da Ásia, entretanto muito encontrada nas ruas, praças e nos quintais do norte.
Esta árvore apresenta copa bem enfolhada, arredondada e normalmente reproduzida através de enxerto, o que reduz a altura da planta para uns 7 metros.
As folhas adultas são grossas, coriáceas, inteiras, lanceoladas e verde-escuras. As folhas novas são avermelhadas ou quase rosas.
No norte normalmente o florescimento e frutificação da mangueira ocorre uma vez ao ano.
As flores são pequenas, numerosas e distribuídas em panículas, sendo as primeiras a se abrirem as hermafroditas (30%) e as restantes, as masculinas (70%).
Cerca de 4 a 5 meses após a floração, as mangas ficam maduras.
A planta enxertada torna uniforme a época de frutificação, o tamanho e a cor dos frutos.
 A manga coração quando imatura tem cor verde-rosada e quando madura fica com um tom rosa-arroxeada. Seu formato lembra um coração, sua polpa tem poucos fiapos, apresenta uma casca externa coriácea, uma polpa carnosa e doce e uma única semente.  
No norte, ela é consumida principalmente como fruta fresca, mas pode ser processada em caldas, sucos, doces e sorvetes.

Bicho da Amazônia - Marreca Cabocla




MARRECA CABOCLA ASA BRANCA
A marreca cabocla é uma ave muito encontrada na Amazônia, vivendo na beira dos lagos e rios.
Esta ave alimenta-se de sementes e insetos, sendo sua característica principal: o dorso cor de ferrugem, a fronte cinzenta, barriga negra, bico e pés avermelhados e asa apresentando grande mancha branca visível apenas quando em vôo.
A marreca constrói seu ninho em ocos de árvores altas, onde coloca cerca de 7 a 15 ovos por temporada, que choca por cerca de 25 dias. Muitas vezes ela coloca alguns de seus ovos nos ninhos de outros patos, que os acabam chocando e criando como os seus.
Depois de nascerem, os filhotes sobem na parede interna do ninho e pulam para o chão, onde os pais os esperam, gritando. Sem se machucar, caminham para a água próxima. Enquanto cuida dos filhotes o casal faz a sua troca de penas de vôo de uma única vez, substituindo todas as penas longas das asas. A ave fica sem voar por cerca de duas semanas, usando junto com os filhotes, o mergulho para fugir de predadores.
Com cerca de dois meses de idade os filhotes já estão voando.
A marreca pode ser facilmente domesticada, tornando-se mansa e por vezes virando animal de estimação dos nativos.

Flores de Jardins da Amazônia - Bastão do Imperador


BASTÃO DO IMPERADOR
O bastão do imperador, também chamada gengibre tocha ou flor da redenção, é uma planta de origem na Indonésia, com característica bem tropical.
Este vegetal tem ciclo de vida perene e produz flores muito chamativas e vistosas.
A folhagem tem hastes longas e eretas, e folhas largas e coriáceas.
A inflorescência apresenta brácteas róseas ou avermelhadas em forma piramidal, sustentadas por uma haste longa e robusta.
É sensível a falta d’água, desenvolvendo-se melhor em solo úmido, profundo, drenado e rico em matéria orgânica.
Multiplica-se pela divisão da touceira, rizomas e por sementes.
É atrativa para pássaros e borboletas e excelente como flôr-de-corte, podendo compor arranjos florais simples, elegantes e duráveis.

Praias da Amazônia - Maria José



PRAIA MARIA JOSÉ
A praia Maria José é uma ponta de areia, nas margens do rio Tapajós, que fica em frente ao aeroporto da cidade de Santarém.
Para evitar acidentes com aviões, seus acessos por via terrestres foram interditados e, portanto, além de não possuir nenhuma infra-estrutura ela só pode ser visitada por via fluvial ou através de caminhadas pela praia, no período de estiagem amazônica.
A maioria das praias do norte é acessada através de barcos, que ao encostarem sua quilha na areia da margem provocam buracos, chamados por nós nativos, de Peral. Pessoas que não sabem nadar, principalmente crianças, devem usar salva-vidas ao entrarem nas águas mornas e calmas dos rios, porque estes buracos podem chegar a mais de metro e passam completamente despercebidos nestas áreas rasas.

Fruto Nativo da Amazônia - Cupuaçu




CUPUAÇU
O cupuaçuzeiro é uma planta originária da Amazônia, muito encontrada em estado silvestre, quando pode viver até 80 anos e alcançar mais de 30m de altura.
No norte, este vegetal é multiplicado por enxertia de borbulhia ou garfagem e por sementes.
 A planta jovem requer sombreamento parcial e a adulta sombreamento relativo, podendo ser cultivada em sub-bosque ou em sistemas de cultivos consorciados.
Esta árvore tem crescimento rápido, ramificação abundante, onde as folhas jovens são de cor rosa e revestidas de pêlos e as folhas desenvolvidas apresentam tonalidade verde-escura.
A flor do cupuaçu é pequena, de cor creme e púrpura, e polinizada por pequenas abelhas nativas, sem ferrão. Nesta planta há necessidade de polinização cruzada, onde o pólen da flor de uma árvore deve ser levado para flor de outra árvore, pois polinização entre flores da uma mesma árvore não produzem fecundação ou fruto.
Os frutos sofrem maturação entre 4 a 5 meses,  quando maduros caem ao solo e devem ser recolhidos diariamente. Permanecendo em temperatura ambiente ficam em condições satisfatórias para consumo ou beneficiamento por uma semana.
O fruto maduro apresenta cor marrom, casca dura, lenhosa e quebrável. Sua polpa fica amarela ou esbranquiçada e depreende da casca com facilidade. Ela reverte cerca de 30 a 40 sementes e tem sabor acido e cheiro agradável.
As variedades mais conhecidas do cupuaçuzeiro são: cupuaçu - redondo (frutos menores arredondados); cupuaçu - mamona (frutos alongados, maiores, com casca bem grossa e mais pesados) e cupuaçu mamau - de massa (fruto arredondado sem sementes).
A casca do cupuaçu representa cerca de 50% de seu peso, sendo o restante 30% de polpa e 20% de sementes.
O beneficiamento ou retirada da polpa é feito via manual com tesoura ou por máquina despolpadora.
A polpa do cupuaçu é utilizada para sucos, doces, sorvetes, cremes, tortas, biscoitos, bolos, etc.
Sua semente produz um chocolate claro de boa qualidade (cupolate).
A casca do fruto é usada como adubo orgânico ou ração animal.
STERCULIACEAE  - Theobroma grandiflorum  


http://www.florestaaguadonorte.com.br

Fruto de Quintal da Amazônia - Manga Espada




MANGA ESPADA
A manga espada é produzida por grandes e frondosas árvores, que podem atingir mais de  40 metros de altura e apresentar uma copa com um raio maior que 10 metros.
Suas folhas são verdes escuras brilhantes, mas quando jovens estas folhas apresentam a cor verde-folha clara.
Suas flores são perfumadas e pequeninas, dispostas em panículas inseridas nas extremidades dos ramos.
A manga espada é uma fruta do tipo drupa, alongada e achatada dos lado, que quando madura pode ter coloração amarelo, laranja ou vermelha, sendo mais avermelhada no lado que pega sol diretamente. Quando a fruta ainda não está madura, sua cor é verde. Sua polpa é suculenta, saborosa, doce, fibrosa e com  uma grande semente no centro.
Suas sementes germinam com facilidade, e por causa disso, apesar desta planta ser originária da Ásia, ela tem se disseminado muito pelos quintais e terreiros do norte, muitas vezes concorrendo diretamente com a vegetação nativa da região Amazônica.
A manga espada na Amazônia é consumida normalmente ao natural, em sucos ou doces.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Parques da Amazônia - Belém




     Você vai passar por Belém do Pará? Gosta de mato? Sim? Então tem de visitar seus três parques!!! 
     No Bosque Rodrigues Alves (pelo preço de R$ 2,00) , você encontrará uma verdadeira floresta e para acompanhar um lago cheio de pirarucus e tucunarés. 
     No Mangal das Garças, um aningal de várzea espera por você, com um imperdível vôo de aves. (Leve chapéu e hidratante). 
     No Museu Emílio Goeldi, o lago de vitórias-régias e o viveiro das tartarugas estão deslumbrantes. 
     Três pedaços diferentes de uma mesma Amazônia.