sábado, 18 de dezembro de 2010

Flores de Jardins da Amazônia - Canarana




CANARANA
A canarana, também chamada de caatinga ou cana branca, é uma planta herbácea perene, que tem origem na America do Sul.
Seus ramos são longos, ligeiramente tortuosos e pouco ramificados.
As folhas são espiraladas, de coloração verde-escura muito brilhante, tendo no lado inferior nervuras centrais mais claras.
As inflorescências são terminais, tendo  brácteas de coloração vermelha ou verde. As flores  podem ser róseas, brancas ou vermelhas.
Esta planta é reproduzida por divisão da touceira ou estacas.
Este vegetal é plantado para fins medicinais ou decorativos.
Nos jardins são plantadas, geralmente, em fileiras junto a muros ou divisões, mas devem ser cultivadas à meia-sombra ou pleno sol, em solo úmido e rico em matéria orgânica.
Na medicina popular é indicado como: adstringente, antileucorréica, antimicrobiana, antiinflamatória, anti-sifilítica, depurativa, diurética, emoliente, febrífuga, sudorífera, tônica, etc.; por isso seus chás são indicados para ajudar na cura de:  amenorréia, arteriosclerose, blenorragia, cálculo renal, corrimentos gonocócicos, distúrbio menstrual, doenças venéreas, dor reumática, dores e dificuldade de urinar,  inchaço, inflamações da uretra, nefrite, rins, uretrite, etc.
ZINGIBERACEAE – Costus sp.

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Fruto Nativo da Amazônia - Cajuí


CAJUÍ
O cajuizeiro é uma árvore rústica, nativa do Brasil, muito encontrada no estado silvestre na floresta Amazônica, e explorada pelo extrativismo, na coleta de polpa do pseudofruto e da castanha.
Nas matas do norte, o cajuízeiro cresce para o alto, chegando a alcançar mais de 20 metros, diferenciando-se do cajueiro comum que cresce para os lados, formando copas com grandes circunferências.
Suas folhas são verdes com formato oval.
Suas flores são pequenas de coloração rosa-esbranquiçadas, perfumadas, melíferas e grupadas em forma de panículas.
 O cajuí apresenta um pedúnculo frutífero ou pseudofruto carnoso (talo que liga o galho ao fruto) e um fruto verdadeiro que é a castanha. Ele parece uma miniatura perfeita do caju comum, sendo apenas seu sabor muito mais ácido.
O pedúnculo do cajuí nativo é muito azedo e, portanto normalmente é consumido sob a forma de sucos, passas, doces ou sorvetes.
A castanha de cajuí pode ser beneficiada: descascada e assada. Os pedaços maiores e inteiros são aproveitados para a produção da amêndoa; os pedaços menores são socados junto com farinha de mandioca e açúcar e vendidos como paçoca.
ANACARDIACEAE -  Anacardium sp


Fruto de Quintal da Amazônia - Sapotilha


SAPOTILHA
A sapotilha é produzida por árvores de ramos numerosos, que podem atingir mais de 20 metros de altura e produzir por ano até 3.000 frutos.
Esta planta de tronco curto e pardo acinzentado é originária da América Central e México, mas é muito encontrada nos quintais e terreiros do norte, onde é propagada por sementes, e dependendo do formato de seus frutos pode ser denominada: sapoti (frutos ovóides) ou sapota (frutos redondos). 
As folhas da sapotilheira são alternadas e de cor verde-escuras.
Suas flores são isoladas, pequenas, brancas ou rosas, normalmente inseridas na base das folhas e possuem 6 estames férteis.
Seu fruto é uma baga de casca fina, frágil, áspera ao tato e cor pardo-amarelada. Quando imaturo tem casca cinza e polpa verde. Quando maduro sua polpa é carnuda, suculenta, creme-amarelada de sabor agradável, sem acidez e envolve de 4 a 12 sementes de cor  preta brilhante e forma achatada.
A madeira do tronco pode ser utilizada em carpintaria e seu látex para fabricação de goma de mascar.
A sapotilha é rica em açúcar e sua polpa pode ser utilizada na confecção de doces e refrescos ou consumida fresca.
Na medicina popular utiliza-se a casca deste fruto como tônico e antifebrífugo e  o pó de suas sementes para combater às infecções renais.
SAPOTACEAE - Manilkara zapota


Praias da Amazônia - Ponta de Pedras



PRAIA PONTA DE PEDRAS
A praia Ponta de Pedras é uma extensão de areias, nas margens do rio Tapajós, município de Santarém, que tem como característica uma ponta  coberta de grandes pedras, que se destacam na paisagem e servem de diversão para os banhistas que a procuram.
Esta praia fica na frente de uma vila que tem o mesmo nome, possui infra-estruturar de estrada, barracas com restaurantes de comidas típicas e pode ser acessada por terra, inclusive ônibus, ou pelo rio em barcos.
        No mês de novembro, os nativos da região escolhem um fim de semana para comemorar o “Festival do Charutinho”. Charutinho é um peixe miúdo que é pescado nesta época na região em grande quantidade. Para essa festa ele é o prato principal servido frito com farofa, arroz, pimenta no tucupi e limão: uma tradicional receita do norte.

Flores de Jardins da Amazônia - Jasmins de Jardim




JASMINS DE JARDIM

No norte, na maioria de nossos jardins, plantamos o que chamamos de jasmineiros, plantas do tipo trepadeira ou arbusto que produzem flores pequenas, tubulares, brancas e perfumadas, provavelmente originárias da Ásia.


Bicho da Amazônia - Pato Selvagem Domesticado



PATO DO MATO DOMESTICADO
O pato selvagem, também chamado pato do mato ou pato mudo, é uma ave criada em estado domesticado por grande parte da população rural da Amazônia, que mora na beira dos lagos e rios.
Estes patos são originários da América do Sul e atualmente pouco encontrados no estado selvagem, entretanto devido ao alto grau de domesticação não sofrem risco de extinção.
Estas aves não emitem sons altos, ainda apresentam características selvagens, vivendo em bando e se alimentando de raízes, sementes e folhas de plantas aquáticas. Elas nadam com a cabeça e pescoço afundados, enquanto procuram a comida e filtram pequenos invertebrados.
No estado selvagem sua cor predominante é o preto, entretanto quando domesticado apresenta uma variação com o branco e azul. Os machos são maiores e tem a crista maior ao redor do bico. O casal apresenta carúnculas ("verrugas vermelhas") na cabeça e ao redor dos olhos, cauda comprida em forma de leque e faz mudança de penas uma vez ao ano.
O tempo de choco dos ovos é 5 semanas e somente a fêmea se encarrega da criação dos filhotes.
O pato-selvagem pode voar e pousar no chão, árvores, troncos ou água. Ele já era domesticado pelos indígenas antes da chegada dos europeus nas Américas.
ANATIDAE - Cairina moschata

Fruto Nativo da Amazônia - Cajuaçu



CAJUAÇU
O cajuaçuzeiro é um arbusto nativo da Amazônia, muito encontrado no estado silvestre nas praias do norte, e explorado pelo extrativismo, na coleta de polpa do pseudofruto e da castanha, antigamente pelo índio e atualmente pelo caboclo.
Esta planta é pouco exigente com o tipo de solo, tem um porte relativamente baixo, tronco e galhos geralmente tortuosos, copas com grande circunferência, pedúnculo doce e castanha maior que a do caju comum, sendo, portanto muito apreciada pelos nativos da Amazônia.
No norte, a propagação do cajuaçu é feita geralmente através da semente (castanha).
As folhas do cajuaçu são róseas quando jovens, mas ficam verdes quando adultas.
Seu florescimento tem forma de uma panícula, com flores masculinas e flores hermafroditas. A polinização provavelmente é cruzada feita por insetos ou pelo vento. As flores são pequenas, avermelhadas e perfumadas.
O que parece fruto no cajuaçu na realidade é a haste ou pseudofruto. É um pedúnculo carnoso e suculento, bem desenvolvido, de coloração verde quando o fruto esta imaturo, e amarelo, vermelho ou alaranjado quando o fruto está maduro. O verdadeiro fruto é a castanha-do-caju, que é dura e tem a forma de um pequeno rim de animal.
No norte , o maturi, ou seja a castanha jovem é pouco utilizada.
O pseudofruto do cajuaçu é consumido ao natural, ou em sucos e doces e a sua castanha é vendida nas praias depois de assada e salgada.